23% dos acidentes de trânsito são provocados pelo consumo de álcool. Logo, os outros 77% dos acidentes são causados pelos %^&*$#@ que bebem água, suco ou refrigerante. Logo...
sexta-feira, 24 de março de 2006
segunda-feira, 20 de março de 2006
Se A, então B; se não A, então B; logo, B
Se A, então B Se não A, então B Logo, B.
Palocci volta a cogitar sua saída do governo
Lula diz que ele fica, sua assessoria nega que ele pense em sair, mas, a despeito de todas as negativas oficiais, Antonio Palocci balança no cargo. Abatido com as novas denúncias, o titular da Fazenda informou a pessoas que desfrutam de sua intimidade que está dividido quanto à conveniência de permanecer no governo. Sente-se desconfortável no posto. Receia que o tiroteio contra ele aumente no calor da disputa eleitoral, resvalando em Lula.
Embora a última palavra do ministro tenha sido de desmentido, não há mais dúvidas no Palácio do Planalto de que Palocci realmente esteve na "mansão do lobby", como ficou conhecida a casa alugada em Brasília por ex-assessores do ministro ao tempo em que foi prefeito de Ribeirão Preto. Ou seja, Palocci não teria dito a verdade quando negou ter estado na casa, em depoimento à CPI dos Bingos.
Nos diálogos que mantêm entre quatro paredes, autoridades do governo alegam em defesa de Palocci que as visitas dele à casa dizem respeito apenas à sua vida pessoal. O ministro não teria participado das reuniões em que os integrantes da chamada "República de Ribeirão Preto" arquitetavam os seus negócios. Daí a negativa de Palocci no instante em que foi inquirido na CPI.
Apesar da ressalva, os principais auxiliares de Lula puseram-se de acordo em relação a um ponto: a oposição, especialmente PSDB e PFL, não vai mais dar trégua a Palocci. A equipe de Lula se divide, porém, quando o debate evolui para os efeitos de uma eventual saída do ministro da Fazenda do governo.
Uma parte acha que a saída de Palocci soaria como um reconhecimento de culpa. Algo que convém apenas à oposição. Outro grupo avalia que a permanência do ministro vai apenas prolongar a sua agonia. O desgaste migraria inevitavelmente da sala do ministro para o gabinete do presidente da República. De novo, a oposição é a maior beneficiária.
A nova crise que se formou em torno de Palocci deve ser debatida nesta segunda-feira em reunião da coordenação política do governo, no Palácio do Planalto. Em diálogo que manteve com um ministro neste domingo, o presidente voltou a dizer que não abre mão de Palocci. Seu afastamento está, segundo diz, fora de questão. Quer que todo o governo saia em defesa do ministro que, por ora, não pediu para sair.
Lula alega que a vida íntima de Palocci é algo que só diz respeito a ele. Se não o afastou antes, não faria sentido demiti-lo agora. Quanto às tentativas da "República de Ribeirão Preto" de obter vantagens no governo, o presidente diz que, ao contrário do que insinua a oposição, foram rechaçadas por Palocci.
Para complicar a situação do ministro e do governo, a oposição reforçará nesta semana as cobranças em relação à quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Ele teve os seus extratos bancários vazados da Caixa Econômica Federal, instituição que pende do organograma da pasta de Palocci, para a revista Época.
O PPS entra nesta segunda-feira com uma queixa-crime cobrando investigações do Ministério Público. Também o advogado de Francenildo, Wlício Chaveiro Nascimento, prepara uma ação judicial contra a Caixa Econômica. De resto, PFL e PSDB planejam aprovar na CPI dos Bingos um requerimento pedindo explicações ao governo sobre o vazamento. Escrito por Josias de Souza às 02h33 20/3/06
quinta-feira, 16 de março de 2006
Revista Abstracta
Abstracta – Linguagem, Mente & Ação
Volume 2 Número 1
Comunicamos a publicação da Abstracta – Linguagem, Mente & Ação Volume 2 Número 1, a qual compreende os seguintes artigos:
Mental Explicitness : the Case of Representational Content Pierre Steiner
Sobre a Concepção de Verdade de Tarski Abílio Azambuja
Universalismo e Particularismo nas Discussões Modernas Fernando Rodrigues
A Filosofia da Ciência sob o Signo dos Science studies Antônio Augusto Videira
http://www.abstracta.pro.br/editions.asp
Site disponível em : www.abstracta.pro.br
segunda-feira, 13 de março de 2006
Cuidados basicos
Don't LOOK at anything in a physics lab. Don't TASTE anything in a chemistry lab. Don't SMELL anything in a biology lab. Don't TOUCH anything in a medical lab.
and, most importantly,
Don't LISTEN to anything in a philosophy department.
Um teste da habilidade de defender argumentos
Pesquisa do jornal O Globo:
A ação do Exército na busca a armas roubadas é uma intervenção disfarçada na segurança pública do Rio?
Sim, e a motivação é justa
Não, as tropas estão apenas buscando as armas roubadas
Sim, e não deveria ter sido realizada
Não, ajudar no combate ao tráfico não significa intervenção
Boa oportunidade de testar as ferramentas de logica e argumentacao.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006
Mais um exemplo de inconsistência
Dirceu decide recorrer ao STF para reaver mandato
Está decidido: o deputado cassado José Dirceu (PT-SP) vai protocolar no STF, até o próximo dia 15 de março, um recurso para tentar reaver o mandato. O advogado José Luiz Oliveira Lima já aprontou o texto da ação. Ele está em férias nos EUA. Retorna nos próximos dias para dar os últimos retoques na peça antes de levá-la ao Supremo.
Dirceu, que passa o Carnaval em Cuba, já deu o sinal verde para o advogado. Conforme foi noticiado aqui, o recurso vem sendo estudado desde o início de dezembro. Dirceu autorizara Oliveira Lima a consultar juristas de renome acerca das chances de êxito do novo recurso. Estava, porém, em dúvida quanto à conveniência da iniciativa.
Na entrevista que dera no dia seguinte à cassação, Dirceu dissera que não recorreria mais ao Judiciário. Mudou de idéia. Está agora convencido de que tem chances de anular a sua cassação. No texto do recurso, o advogado Oliveira Lima faz um histórico do julgamento de seu cliente na Câmara.
Em determinado trecho, ele lembra que, ao autorizar a Câmara a dar seqüência ao julgamento de Dirceu, o STF ordenou que fosse retirado do processo contra o então deputado um dos depoimentos que haviam sido colhidos pelo Conselho de Ética: o da presidente do Banco Rural Kátia Rabelo.
Lembra ainda que o relator do processo contra Dirceu, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), teve de refazer o seu relatório. E afirma que o novo texto deveria ter sido publicado no Diário do Congresso. Na opinião de Oliveira Lima, a direção da Câmara deveria ter concedido duas sessões para que a defesa preparasse a sustentação oral que faria no plenário.
Porém, nada disso foi feito. O julgamento no plenário da Câmara ocorreu no mesmo dia da decisão do Supremo. Oliveira Lima recordará no recurso que, em sinal de protesto, se recusou a fazer a defesa de seu cliente da tribuna. Só Dirceu discursou. Alegará que houve cerceamento do direito de defesa.
Oliveira Lima sustentará também na ação que a representação que deu origem ao processo contra Dirceu, formulada pelo PTB, acusava-o de ser o mentor de um esquema de compra de votos de parlamentares que, em troca, votariam projetos de interesse do governo. Segundo o advogado, o relatório que motivou a cassação contém acusações diferentes daquelas formuladas pelo PTB. Em linguagem jurídica, não haveria "nexo causal" entre a petição inicial do partido do acusador Roberto Jefferson (PTB-RJ) e o relatório de Júlio Delgado. Algo que seria vedado pelo Código de Processo Civil;
O advogado anota ainda no recurso que, no processo que motivou a cassação de Roberto Jefferson, o relator Jairo Carneiro (PFL-BA) sustentou que o ex-deputado não conseguira provar a existência do mensalão. No relatório de Júlio Delgado, ao contrário, sustentou-se que o mensalão existiu. Para Oliveira Lima, os pareceres de Carneiro e Delgado, aprovados pelo mesmo Conselho de Ética da Câmara, se anulam.
Oliveira Lima mencionará, por último, a absolvição pelo Conselho de Ética, em 9 de fevereiro, do deputado Pedro Henry (PP-PE). A exemplo de Dirceu, dirá o advogado, pesavam contra Henry apenas as acusações feitas por Roberto Jefferson. O arquivamento do caso de Henry seria uma evidência de que Dirceu foi mandado à guilhotina injustamente, sem provas.
Escrito por Josias de Souza às 16h19
segunda-feira, 26 de setembro de 2005
Sobre a retorica
RETORICA
SÓCRATES: Qual é das realidades existentes aquela que constitui o objecto dos discursos de que a retórica se serve?
GÓRGIAS: São as maiores e as melhores das coisas humanas, Sócrates.
SÓCRATES: Mas, Górgias, o que acabas de dizer é não só discutível como bastante vago. (...) Insisto em perguntar, que coisa é essa?
GÓRGIAS: É a capacidade de persuadir pela palavra os juizes no Tribunal, os senadores no Conselho, o povo na Assembleia, enfim, os participantes de qualquer espécie de reunião política. Com este poder farás teus escravos o médico e o professor de ginástica, e até o grande financeiro chegará à conclusão de que arranjou o dinheiro não para ele, mas para ti, que sabes falar e que persuades a multidão.
SÓCRATES: Agora é que me parece, Górgias, que definiste, com a possível exactidão, a espécie de arte que é a retórica (...)
In Górgias, 451d-452d